Entrevistas

Gilda Almeida

23 de maio de 2013

CES ENTREVISTA: Gilda Almeida

Gilda Almeida

À frente do Centro de Estudos Sindicais desde 2007, Gilda Almeida fala sobre os avanços e desafios da formação sindical

A trajetória do Centro Nacional de Estudos Sindicais e do Trabalho (CES) se confunde com a história recente do Brasil. Fundado em 1985, no período de redemocratização, vivenciou a ascensão das lutas operárias na década de 80 e enfrentou o neoliberalismo na década de 90.

Assim como o país, a entidade também passa hoje por um período de transformação com as mudanças sociais e os avanços tecnológicos. Apontando a necessidade de um protagonismo social por meio da formação, Gilda Almeida inaugura a sessão “CES Entrevista”, comemorando a expansão das atividades do CES, a nova identidade visual e o lançamento do portal: www.cesforma.org.br

Nesta entrevista, Gilda esclarece a concepção da entidade e comenta sobre a nova fase do CES, “além da cara nova, temos um novo lema: Quando você se forma, transforma!”
 
Confira abaixo a entrevista completa:

Centro de Estudos Sindicais: Ao longo desses 28 anos, o CES desenvolveu várias atividades formativas, além de participar ativamente do debate teórico. Como você avalia essa trajetória da entidade e a sua relevância para a formação sindical?

Gilda Almeida: Quem pode dar melhor essa resposta são os trabalhadores que por ele foi formado e que vem demonstrando as mudanças do movimento sindical. O CES tem experiência porque passou por todas essas fases, que é o acúmulo que o sindicalismo teve nesse último período.  Penso que o CES poder ser um grande instrumento, para agora e o futuro próximo, transformador na vida dos trabalhadores. Com sua concepção classista e determinação de fazer com que o movimento sindical seja efetivamente protagonista, o CES está à frente na luta da transformação da sociedade.

CES: Você acha que a formação contribui para os trabalhadores se tornarem mais protagonistas?
Gilda: Se é verdade que os trabalhadores devem ser protagonistas, e nós acreditamos nisso, o CES e a formação são fundamentais para que esses trabalhadores cumpram o seu papel na transformação da sociedade. É pela sua concepção classista que ele consegue ser amplo e atingir as diversas camadas do movimento sindical, tanto os de base como os que estão na direção.


CES: O CES como você diz é amplo, não atende só uma corrente...

Gilda: Não. Ele tem uma concepção, e com essa concepção ele dialoga com as diversas concepções que existem no movimento sindical, tentando implementar e mostrar que o rumo que os trabalhadores devem ter na defesa de suas categorias é na defesa do Brasil e de sua transformação. É essa concepção que faz com que o CES tenha essa amplitude.

CES: Explique essa concepção:

Gilda: É a concepção classista, de que o movimento sindical tem que ser democrático, unitário, independente de partidos, governos, e em especial, dos patrões. E isso não significa que ele não seja politizado. É com isso que o CES consegue chegar as grandes massas, independente da Central, filiada ou não.

CES: E como você avalia esse momento de expansão das atividades do CES com o lançamento de uma nova marca e site?

Gilda: A gente tem que ir se adequando as novas realidades e tem uma coisa fundamental que é a comunicação. O CES tem na sua base a questão da formação e o seu conteúdo é muito bom, mas o povo precisa saber disso. Os trabalhadores precisam saber o que o CES oferece, e para isso tivemos que criar um novo momento, com uma nova concepção de comunicação, em especial, a que a juventude se utiliza. Se aprimorar para entender e compreender. Nesta nova fase do CES, além da cara nova, temos um novo lema: “Quando você se forma, transforma!”

CES: Fale um pouco sobre este lema:

Gilda: Ele é fundamental: é como eu disse no início, se a gente entende que os trabalhadores devem ser protagonistas na sociedade, se ele não se forma, ele não transforma!


Da Redação 

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